{"id":396,"date":"2019-12-30T17:31:30","date_gmt":"2019-12-30T17:31:30","guid":{"rendered":"https:\/\/anamoreira.km35633-02.keymachine.de\/cmi\/?p=396"},"modified":"2019-12-30T17:32:58","modified_gmt":"2019-12-30T17:32:58","slug":"o-vicio-de-comer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/anamoreira.pt\/cmi\/2019\/12\/30\/o-vicio-de-comer\/","title":{"rendered":"O v\u00edcio de comer"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"396\" class=\"elementor elementor-396\" data-elementor-post-type=\"post\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-21e92b9 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"21e92b9\" data-element_type=\"section\" data-e-type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-b946d57\" data-id=\"b946d57\" data-element_type=\"column\" data-e-type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-2b08976 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"2b08976\" data-element_type=\"widget\" data-e-type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>Quase todos sabemos em que consiste uma alimenta\u00e7\u00e3o equilibrada.<\/p><p>Todos temos consci\u00eancia que, na maioria das vezes, comemos demasiada carne, ingerimos poucos legumes e abusamos do sal e do a\u00e7\u00facar.<\/p><p>Mas, para os seres humanos em geral, a alimenta\u00e7\u00e3o deixou de ser uma necessidade biol\u00f3gica, para se tornar numa necessidade social.<\/p><p>Segundo a Biologia, o acto de comer est\u00e1 associado a uma forma de viver, \u00e9 uma forma de rela\u00e7\u00e3o com o mundo e com as coisas que nos rodeiam.<\/p><p>Da\u00ed que, quando as pessoas comem sozinhas, a refei\u00e7\u00e3o perde o seu car\u00e1cter social, tornando-se numa mera satisfa\u00e7\u00e3o da necessidade de nutrientes.<\/p><p>Comemorar \u00e9 engolir<\/p><p>Festas de anos, fechar neg\u00f3cios, casamentos, baptizados, comunh\u00f5es, Natal e passagem de ano\u2026 tudo se baseia numa \u201cboa refei\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p><p>As refei\u00e7\u00f5es facilitam a integra\u00e7\u00e3o e a rela\u00e7\u00e3o entre os comensais.<\/p><p>Por um lado, comemos demais porque o nosso subconsciente n\u00e3o tem a certeza de quando ser\u00e1 a pr\u00f3xima refei\u00e7\u00e3o \u2013 poucos foram os antepassados do Homem que n\u00e3o tiveram um ritmo anual de escassez e abund\u00e2ncia. Assim, centenas de milhares de anos de evolu\u00e7\u00e3o deixam marcas gen\u00e9ticas, que n\u00e3o se apagam nesta ultimas d\u00e9cadas de \u201cmais abund\u00e2ncia\u201d, e o nosso organismo continua a exigir um armazenamento excessivo de calorias.<\/p><p>Por outro lado, usamos os alimentos como forma priorit\u00e1ria de uma rela\u00e7\u00e3o \u2013 comemos mais do que o necess\u00e1rio porque sentimos necessidade de festejar tudo \u201c\u00e0 mesa\u201d.<\/p><p>A Medicina vai mais longe, afirmando que a comida \u00e9 um prazer. Existe uma associa\u00e7\u00e3o entre a primeira rela\u00e7\u00e3o afetiva do rec\u00e9m-nascido e o acto de comer, dado que a amamenta\u00e7\u00e3o permite incrementar os la\u00e7os entre m\u00e3e e filho. Por isso, de alguma forma, toda a comida constitui por si s\u00f3 uma recompensa afetiva.<\/p><p>Os excessos alimentares costumam basear-se na carne, gorduras e doces, deixando de lado o peixe, as verduras e a fruta; logo, come-se demasiado em quantidade e mesmo assim faltam nutrientes!<\/p><p>Em Portugal as maiores car\u00eancias alimentares referem-se \u00e0s vitaminas e fibras, da\u00ed ser importante o planeamento das refei\u00e7\u00f5es para que estas sejam completas do ponto de vista nutricional.<\/p><p>Encontramo-nos numa sociedade em que quase todos comem demasiado.<\/p><p>Os h\u00e1bitos alimentares transmitem-se tanto por heran\u00e7a familiar como cultural, logo, o mais importante \u00e9 ensinar os jovens a comer, para que gradualmente comecem a alterar a sua alimenta\u00e7\u00e3o.<\/p><p>O alerta j\u00e1 foi feito pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS): o excesso de peso \u201c\u00e9 t\u00e3o comum que arrisca tornar-se a nova norma na regi\u00e3o europeia\u201d.<\/p><p>Para fundamentar esta conclus\u00e3o a OMS apresentou m\u00e9dias que considera \u201calarmantes\u201d. Em 2014, em Portugal 55,6% da popula\u00e7\u00e3o tinha excesso de peso e 20,1% era obesa.<\/p><p>Estas estat\u00edsticas s\u00e3o graves e cabe-nos a n\u00f3s iniciar uma mudan\u00e7a.<\/p><p>A obesidade infantil est\u00e1 a aumentar de uma forma galopante, devido \u00e0 redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero de horas de actividade f\u00edsica nas escolas, \u00e0s crian\u00e7as passarem cada vez mais tempo em frente ao televis\u00e3o ou ao computador e \u00e0 crise econ\u00f3mica que afectou a alimenta\u00e7\u00e3o.<\/p><p>Leve os seus filhos a andar de bicicleta ou patins, e mande sempre o lanche feito em casa (evite as compras de alimentos processados nas m\u00e1quinas de venda autom\u00e1tica e nos bares).<\/p><p>Corrija os seus h\u00e1bitos alimentares e pratique mais atividade f\u00edsica \u2013 s\u00e3o os meus desejos para si e para a sua fam\u00edlia, neste novo ano que se inicia !<\/p><p>Artigo escrito pela Dra. Ana Moreira<\/p><p>Este artigo n\u00e3o foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortogr\u00e1fico.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quase todos sabemos em que consiste uma alimenta\u00e7\u00e3o equilibrada. Todos temos consci\u00eancia que, na maioria das vezes, comemos demasiada carne, ingerimos poucos legumes e abusamos do sal e do a\u00e7\u00facar. 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